Em acidente, não tem abraço de mãe que garanta segurança

No Brasil, morrem seis crianças por dia em acidentes de trânsito, de acordo com as estatísticas do Ministério da Saúde. Diante dessa realidade, os adultos precisam estar atentos à segurança das crianças nas vias ou dentro dos veículos – neste último caso, com o uso dos equipamentos de segurança adequados à idade, ao peso e à altura da criança, as popularmente chamadas de cadeirinhas (que, na verdade, é apenas um dos tipos, como o bebê conforto e o assento de elevação).
O corpo de uma crianças ainda está em desenvolvimento nessa faixa etária, portanto, sua estrutura óssea e seus órgãos não estão totalmente desenvolvidos como os dos adultos. Em uma situação de colisão, a força necessária para se manter no lugar é muito grande. Por exemplo: uma colisão a 60 km/h é como cair de um prédio de 5 andares.
Quem poderia se segurar “no braço” para não se machucar nessa situação?
Nenhum adulto e, muito menos, uma criança. Para bebês é ainda mais problemático. Eles não te músculos para conseguir sustentar adequadamente a cabeça, cuja proporção em relação ao restante do corpo é maior do que a de um adulto. Por isso, precisam ser transportados no chamado bebê conforto, que oferece o apoio adequado.
Outra analogia: em uma colisão com a mesma velocidade, um ocupante solto poderá sofrer uma impacto de 40 ou mais vezes o seu peso quando colidir contra o para-brisa, qualquer parte interna do veículo ou mesmo o outro ocupante.
Por tudo isso, não existe “abraço de mãe ou de pai” que consiga garantir a segurança das crianças em caso de acidente. Os pais devem acostumar seus filhos a sempre utilizar a cadeirinha até que atinjam a idade, altura e peso adequados para proteção apenas com o cinto de segurança do veículo (em geral, acima de 1,45 metro de altura).
É extremamente importante que os pais verifiquem se as cadeirinhas têm o selo do Instituto de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) impresso na embalagem. Assim como devem prestar atenção na montagem e fixação correta do dispositivo de retenção, segundo orientações do manual do produto, e se o seu filho ou filha está adequadamente fixado no dispositivo.